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Caso prático: Por que não dá para fazer um projeto de Design por R$100?

Foto feita com 100 moedas de um real

Por que não dá para fazer um projeto de Design por R$100?

Você já fez essa pergunta para si mesmo? Alguém já perguntou por que você cobra “caro” para fazer determinado trabalho?

Vamos à um exemplo prático: Criação de logotipo.

O cliente te contrata para fazer o desenho de um logotipo, você avalia o briefing, orça, o cliente aprova e vamos ao trabalho!

Primeiramente começamos fazer uma pesquisa no campo de atuação do cliente. Essa pesquisa pode ser feita de “n” maneiras, mas vou exemplificar aqui a grosso modo quais são os passos mais comuns de um trabalho como este.

Então iniciamos pela pesquisa que pode começar fazendo uma visita ao cliente, o conhecendo, a empresa, seus funcionários, forma de trabalho, de produção de seu produto, de sua filosofia, sua história, etc. Nesta pequena visita você vai dispor de seu tempo, seu conhecimento, sua gasolina, o pedágio e o seguro do seu laptop (caso o tenha). Isso tem um CUSTO. Em um dia essa “bobeirinha” pode lhe custar R$50, R$200, R$300 ou R$2.465,00 se você bater o carro ou roubarem o seu Laptop.

Ainda tem dúvidas que um desenho de um simples logotipo pode sim custar R$100? Então continuamos…

Depois da visita ao seu cliente a pesquisa continua. Você vai até o shopping, supermercado ou local onde o cliente de seu cliente consome a marca (lembre-se: seu cliente NÃO É o público final), e então vai observar o seu comportamento, seus hábitos perante o produto.
Contabilize aí: gasolina + estacionamento, ok?

Ah legal, a pesquisa então acabou?

Não, mas não mesmo!
Você vai chegar em seu escritório, vai ligar o seu computador e fazer uma incansável pesquisa por símbolos, nomes, imagens, textos e tudo o que possa lhe ajudar no suporte de tudo aquilo que já pesquisou. Essa pesquisa pode durar horas, dias.
Some aí a internet que você paga, seu aluguel, seu café e tudo o que vai manter você aceso para continuar pesquisando.

Depois da pesquisa, se comunique com o cliente enviando e-mails, ligando e falando sobre a sua pesquisa, quais foram suas impressões e resolva suas possíveis dúvidas.
Sim, você também vai pagar esses minutos no telefone, não? Isso também custa.

Depois de um bom papo e dúvidas resolvidas você já pode começar a tão sonhada parte da criação.
A criação não é composta apenas de internet e photoshop. Ela passa por um longo processo de absorvimento da pesquisa já concebida. Ela envolve mais pesquisa em livros e revistas (isso também é custo, vc os compra todo mês!) de referência que você deve ter, passa por leituras que servirão de base conceitual e argumentativa, sem contar a sua formação e experiência que também o ajudarão indiretamente nessa hora e que também possuem um custo indireto, afinal você investiu 4 anos ou mais de sua vida estudando para fazer um projeto decente.

Aí vem o famoso brainstorm, onde você vai “vomitar” ideias sem se preocupar com a qualidade conceitual ou gráfica. É hora de soltar o traço em seu sketchbook, em folhas de papel ou da maneira que você achar que o exercício o ajude na criação. Você pode usar massinha, canetinhas coloridas, tesoura, cola, arames… enfim. Sem limites nessa hora.
Bom lembrar que, se você tem um conjunto de materiais que servem de insumo para suas criações, você o comprou e vai precisar repor quando estiver acabando né? Pois é, isso custa.

Depois do brain e de dezenas de folhas gastas com seus sketches, você começa iniciar um processo do reconhecimento de uma forma que pode vir a ser o novo logo do seu cliente. Trabalhe na ideia e em suas variantes de maneira incansável. Não se contente com a primeira, segunda ou vigésima ideia. Esgote a sua cachola, relaxe e depois volte ao trabalho com a cabeça mais fresca.
[Relaxe = pare um pouco, tome café, faça um esporte, assista um filme, durma.]

Este processo pode durar dias e dias. A criação de um logo que vai ficar lá na fachada da loja do seu cliente e que vai ficar na fachada do seu portfólio não vai sair de uma hora para outra.
Esses dias e dias vão lhe custar as suas horas que, embutido nelas estão a internet, o aluguel e todo o resto que eu já falei aqui.

Depois que você já rabiscou bastante, agora é a hora mais rápida, a hora de desenhar no Illustrator/Photoshop, né? Não, não é.
Agora você ainda vai definir uma palheta de cores, desenhar o símbolo e escollher a tipografia. Uma boa tipografia também pode levar dias para você achar. O tipo é um ítem tão (ou mais) importante que o símbolo. Não a ignore. Isso quando você não desenha a tipografia especialmente para o logo ou o faz em AllType – Logotipo usando apenas tipografia. Mas trabalhar com tipografia é tão complexo que vale um texto a parte só para projeto tipográfico.
Feito os primeiros desenhos, você vai marcar uma outra reunião com o cliente (isso vai lhe custar novamente!) ou, dependendo do caso você manda por e-mail para ele analisar e aprovar ou não.

Cliente diz: “hummmm, não gostei”. Você já ouviu isso?

Existem muitos designers que nessa hora desanimam, fazem cara feia, dão contra argumentos só para acabar o projeto (agora você descobriu que cobrou pouco), enfim. O cliente está feliz pela sua promessa, pelo seu atendimento e muito mais pelo preço que ele vai pagar, e ele não tem culpa que você cobrou muito pouco. Ou você sustenta até o final ou perderá o cliente pelo seu erro de cálculo.

A não aprovação de uma, duas, três ou mais vezes pode acontecer. Faz parte.
(Você pode fazer um contrato para ambos assinarem antes de iniciar o trabalho, tentando se proteger de dezenas de refações, por exemplo. Tudo pode ser combinado por escrito e assinado).

Bom, se não foi aprovado, hora de voltar para as pesquisas, analisar as considerações do cliente, rafear muito, finalizar, fazer testes de impressão no seu escritório ou na gráfica… E tudo isso vai lhe custar mais tempo, mais materiais de escritório, tinta da impressora, transporte para a gráfica, gasto com impressão ou motoboy para buscar a impressão pra você caso não tenha tempo de ir até a gráfica.
Contente com o resultado? Ligue para o cliente e marque outra visita. (contabilize os custos!)

Ebaaaaa! Aprovado!!!

Hora de voltar para o escritório, finalizar a arte, gravar um CD e fazer a entrega pessoalmente, claro. (Contabilize aí mais uma visita)

Esses exemplos que citei fazem parte de experiências que já tive. Cada caso é um caso, mas de fato cobrar uma merreca por um projeto de design é inviável.
Muitas vezes o próprio possível cliente não reconhece o seu preço, seu conhecimento acadêmico, sua experiência e competência profissinal, se apegando apenas nos números que passou para ele, achando que “desenhar” um símbolo é fácil, rápido e custa pouco. Este tipo de cliente talvez não sirva para você.

Baixando muito o seu preço vai afetar o seu lucro e até o seu custo básico. Você pode até ganhar o cliente cobrando 100 e dar risada dos amigos que cobram 1000, mas não vai conseguir manter o mesmo padrão de qualidade nos próximos projetos, muito menos apresentar um orçamento com 1000% de aumento no próximo logo pra ele, o que tornará o seu negócio insustentável com o tempo.

Valor é um negócio complicado e depende da forma que cada um estipula seu preço. Você pode ser freelancer, ser dono de uma micro empresa ou “sobrinho”. Ser estudante, profissional ou empresário, mas todos tem seu custo/hora.

Se quiser fazer que seu cliente o respeite e o leve a sério, você também tem que se levar a sério, né?

E você, concorda, não concorda ou tem alguma experiência para dividir? Comenta aí!

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Organize-se!

Nem só de fotos e ilustrações bonitinhas vive o Magel Studio. Devo grande parte das coisas que consigo fazer à uma coisa que se chama “organização”. Por isso hoje falo exclusivamente dela e ainda dou algumas dicas aí para os que querem “entrar na linha” ;) . Boa leitura!

Este post é destinado aos arquitetos de informação, biblioteconomistas, designers, amantes da organização e para todos que de alguma forma administram dados e informações do dia a dia nos meios digitais. Se você não é arquiteto, nem designer, nem amante de organização mas que tem um perfil em redes sociais, câmera digital, celular e computador, você também administra informações, então este post também é para você.

A organização é parte importante do nosso trabalho, uma função que não se ensina na escola, tampouco aparece no portfólio, mas além de nos ajudar a tornar o dia a dia mais prático, nos dá mais agilidade para achar algo na hora que precisamos, com isso ganhamos mais tempo fazendo o que realmente importa.

Uns acham que organizar é perder tempo. Eu acredito que é exatamente o contrário. Costumo dizer que para cada hora “perdida” em organização, ganha-se 3, 4 ou 5 lá na frente. Ficamos menos estressados quando as coisas estão organizadas. Encontramos o que precisamos, pagamos as contas nas datas certas evitando alguns transtornos como pagamento de juros ou fila em banco por exemplo. Também não nos deixa esquecer coisas importantes, evitando outros contratempos chatos.

A necessidade de se organizar nunca esteve tão presente. Fotos, vídeos, músicas, links, números de documentos, usuários, senhas e milhares de outros assuntos são armazenados em nossa mente, computador, celular e internet, e para isso precisamos de um mínimo de organização para aprender a conviver com essa enxurrada de informação que consumimos todos os dias.

No Flickr por exemplo você tem 3 recursos para conseguir organizar suas fotos, que são as coleções, os sets e as tags. Sem uma organização bem definida nada se acha quando você (ou o mecanismo de busca) precisa encontrar algo. No YouTube existem as tags e as listas de reprodução, que também o ajudam a categorizar o conteúdo e a busca, sem dizer que a forma como você nomeia o título da sua foto ou vídeo também determina o quão fácil será para você achar depois.

Na arquitetura de informação nós chamamos a forma de rotular, categorizar e agrupar coisas de Taxonomia, palavra que vem da ciência que estabelece critérios para a classificação de seres vivos, plantas e animais. Grande parte dos sites e ferramentas online e offline feitos para organizar arquivos de músicas, fotos, etc, possuem recursos de busca ou filtros para poder encontrar informações interessantes ou favoritos que você armazenou. Estes dados armazenados só serão encontrados com sucesso se tiverem nomeados e tagueados de maneira organizada.

E levando em conta que a cada dia mais informações são adquiridas, o quanto antes você as organizar, melhor.

Eu não sou o guru da organização, nem consigo segui-las sempre, mas listei 10 dicas que podem ser úteis para todos.

1. Começe já!

Organizar alguma coisa, principalmente o que já está muito bagunçado dá preguiça, seja o seu guarda-roupas ou a sua coleção de CDs, mas se você não começar por algum lugar, a zona só tende a crescer (e você a perder mais tempo cada vez que mexer nela).
Começar já é a metade de toda ação. Comece, mesmo que seja aos poucos.

2. Descarte

Organizar também é se deparar com arquivos duplicados ou que não vão lhe servir para nada, que estão ali só ocupando espaço. Antes de tudo tente excluir tudo o que você tem certeza que não vai mais usar, ver ou ouvir.

3. Planeje sua organização

Antes que comece a arrumação, tente planejar o que vai fazer. Se for as suas músicas do iTunes ou suas fotos no computador crie antes uma lista de categorias e(ou) pastas onde todas as informações possam ser distribuídas. Pode ser trabalhoso mudar e dividir as pastas depois, por isso recomendo que haja um planejamento prévio.

4. Escolha a ferramenta

A escolha da ferramenta que melhor atende às suas necessidades também é importante. Dê uma pesquisada em softwares que fazem o que vc precisa, pergunte para os amigos e enfim, baixe o seu assistente de organização.

5. Não deixe para depois

“Depois eu arrumo” é sinônimo de “deixa como está”. Não deixe para depois o que você pode fazer agora. Espante a preguiça! A não ser que você precisa sair para ver os amigos, andar de bicicleta, ir a praia… não dá para competir com o mundo real, mas a organização moderada vai inclusive te dar mais qualidade lá na sua vida boa.

É melhor dedicar 20 minutos do seu dia organizando suas coisas do que fazer isso uma vez por ano e acabar com o sol das suas férias.

6. Ganhe tempo

Organizar é ganhar tempo, não perder. Você não precisa fazer da organização uma neurose. Como disse, se conseguir fazê-la um pouquinho por dia nem vai sentir e quando achar em segundos um e-mail importante que enviou no ano passado, vai saber o que eu estou dizendo.

7. Evite o stress

Atire a primeira pedra quem nunca quis “parar tudo” num momento de caos com as coisas da vida pessoal e profissional confusas. Todo mundo precisa de uma pausa para rever papeis, roupas, gavetas, agendas e os 20 sites que tem cadastrado. Parece que depois dessa arrumação tudo fica mais “leve”, até a sua respiração melhora. A organização nos ajuda a ter mais controle sobre o que estamos fazendo e o excesso de bagunça pode trazer pequenos ou grandes problemas, daí o stress.

8. Faça uma limpeza

Depois da arrumação tudo fica mais claro e a sensação é de limpeza. Não é a toa que no fim de ano todo mundo quer fazer uma limpeza nas coisas pessoais antes de chegar o ano novo. Legal mesmo é se ninguém tivesse que parar para fazer tudo só no fim do ano. Se quer mais tempo pra você no fim do ano, volto a dizer, comece já fazendo um pouco por dia.

9. Faça backups

Fale a verdade, quem você conhece que faz backups de fotos, agenda do celular, músicas e etc? Sempre recebemos e-mails com amigos dizendo “perdi o meu celular e toda a minha agenda. Por favor me passem novamente seus telefones…”. Ouvimos também outras coisas típicas de quem não costuma fazer backup. É a coisa mais normal do mundo.

Você vai ter uma baita dor de cabeça se um dia perder, danificar seu equipamento ou se o site que você tem todas as suas fotos desaparecer na net. Fazer backup faz parte da organização e vai evitar de você ter um ataque quando isso acontecer, o que na verdade é quase certo um dia, pois assim como quem tem carro está sujeito a arranhões e furtos, quem trabalha com informações de qualquer gênero também está sujeito a perdê-las.

10. Seja organizado no trabalho

Se você é uma pessoa que não está nem aí para a organização na vida pessoal e acha que é uma balela isso tudo o que falei, tente ser organizado pelo menos no seu trabalho. Não dá para levar a sério um profissional se atrapalhando sempre por pura falta de organização. Se não é funcionário e é dono de empresa, ainda pior.

A desorganização é improdutiva, acarreta em perda de tempo, stress e prejuíso para as empresas, por isso não é legal ser desorganizado no trabalho. Se seu chefe (ou seu cliente) for desorganizado e você não, há uma luz no fim do túnel, você ainda pode ajudá-lo a deixar as coisas sob controle. Se os dois forem desorganizados, quem vai sentir na pele se algo sumir por exemplo é você.

A organização e a disciplina andam juntas. Com elas você consegue ter mais liberdade e poder de escolha. A música Há tempos do Legião Urbana já dizia “disciplina é liberdade…”

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Por favor, não copie. Não é permitida parte ou inteira reprodução deste texto em seu blog. Também não são permitidas obras derivadas (adaptações feitas a partir do texto). Você pode compartilhar com as ferramentas disponíveis logo abaixo deste post, ok? Obrigado!
 

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Qual é a melhor câmera para começar a fotografar?

Depois de ficar conhecido pelos amigos como quem nunca larga a câmera, comecei a ser muito consultado quando alguém quer comprar uma, então resolvi fazer este post com o objetivo de ajudar a responder a questão: Qual é a melhor câmera para começar a fotografar?

Bom, eu costumo dizer que a “melhor câmera” não existe e que tudo vai depender do objetivo de quem quer começar a fotografar. O que é melhor pra mim pode não ser pra você e vice-versa.

Eis algumas perguntas para você responder antes de pesquisar um equipamento:
- Quanto você quer gastar com fotografia?
- Prefere uma câmera compacta, média ou mais robusta (DSLR)?
- É para levar em baladas, festinhas, carregar junto com você e que caiba em qualquer lugar ou não liga de carregar uma bolsa grande a parte só para ela?
- É para Hobbye? Se sim, você prefere uma câmera mais prática com um bom zoom e que não precise trocar objetivas (é o que muitas pessoas chamam de “lentes”) ou uma DSLR, que você troca objetivas e tudo?

Então você quer uma câmera daquelas que troca as objetivas? Ok, então prepare o bolso, por que o corpo da câmera é só o início das despesas. Ainda tem o flash externo, os filtros, bolsas, kit para limpeza, tripé, outras objetivas, etc…
Ah! E não esqueça do seguro tá, por que com uma câmera cara você não vai querer ficar com ela só dentro de casa, né?

Então segue alguns pontos mais comuns a respeito:

Megapixels é o de menos
Garanto! Dificilmente você vai usar uma foto tirada na resolução de 10, 15 ou 20 megapixels da sua câmera. Estes grandes números servem para três coisas:
1) Para que você possa fazer uma impressão em grande formato, o que é muito raro, a não ser que seu uso seja profissional e você precise mesmo de uma bela resolução para seus trabalhos.
2) Para te dar mais trabalho para diminuí-las no computador antes de mandar via e-mail para todos os seus amigos da festa de ontem a noite.
3) E claro, para vender! Quanto mais, “melhor”, aí você acaba sendo atraído também pelo número.

Mas não se preocupe, todas as câmeras lhe darão a opção de tirar as fotos com resoluções mais baixas.

Explore os ângulos
Uma das coisas que faz uma boa diferença na linguagem fotográfica e na diversificação de suas fotos, são os ângulos. Aprenda a explorá-los.
Existem câmeras que oferecem um monitor de visualização (LCD) retrátil e super flexível justamente para poder explorar aqueles ângulos mais difíceis.
No post anterior utilizei uma das câmeras que tem este recurso para conseguir atingir os ângulos mais complicados.

E os Recursos?
Toda câmera tem recursos, umas com mais outras com menos. Hoje as câmeras dispõem de recursos que você pode passar a vida útil toda dela sem utilizar, pode acreditar. Tudo vai depender de qual é a finalidade.

Você pode ver por exemplo os recursos de Macro (para tirar fotos de detalhes), fotos sequenciais, fotografia noturna (night shot), fotografia panorâmica, preto e branco, ajuste de cores, configurações pessoais, slide show, reconhecimento de rostos, estabilizador de imagem, vídeo e etc. Sem contar com os controles manuais de obturador e diafragma que possibilitam uma flexibilidade maior no resultado de suas fotos.

Qualidade fotográfica e praticidade no uso
Hoje a maioria das câmeras oferecem uma boa qualidade de imagem, basta saber usar seus recursos e tentar tirar o melhor deles.
Operar uma câmera é como operar qualquer máquina ou como dirigir um carro. No começo você acha que é complicado demais prestar atenção no caminho, olhar para os retrovisores, passar a marcha e abrir o vidro ao mesmo tempo. Com o tempo essa prática se torna automática e os movimentos acabam sendo naturais.
Com a câmera é a mesma coisa, contudo existem modelos que são menos práticos de usar que outros. Acho que vale ir à loja e dar uma boa fuçada antes de comprar, por que agilidade para fazer uma foto é essencial. A não ser que você queira deixar tudo no automático, mas neste caso vale repensar a escolha da câmera, pois também não adianta nada ter uma câmera cheia de recursos manuais se você só usa o automático.

E a marca?
Não costumo indicar marcas ou modelos que ninguém tem, mesmo por que certas peças são difíceis ou caras de achar quando você precisa, então procure uma série que você consiga achar uma bateria reserva facilmente e que você pelo menos já tenha pesquisado ou ouvido falar.
Outra questão importante são os acessórios. Se a sua intenção é comprar filtros, adaptadores de lentes, grande angulares, flashs, tanque para fotos debaixo d´água e etc para a sua câmera, certifique-se que não seja um transtorno achar essas coisas para o modelo que você escolheu.

Mas eu quero uma câmera que desfoque o fundo da imagem
Dependendo do nível de desfoque você não irá conseguir fazer facilmente com uma compacta, apesar de que quem é um fuçador nato irá coseguir fazer grandes proesas com uma câmera quase sem recursos.
Existe aquela boa e velha frase que “se você já dirigiu um fusca, você dirige qualquer carro”, ou seja, não adianta também não saber nada de fotografia e sair fotografando com uma profissional. No início, pode ser bem frustrante e você vai acabar querendo voltar para uma câmera compacta.

Segue abaixo 3 câmeras que eu tenho, com fotos de assuntos semelhantes tiradas com elas, justamente para mostrar que é possível chegar a resultados visuais próximos utilizando diferentes câmeras:

Sony Cybershot DSC-P32, sem zoom ótico, sem macro e com recursos limitadíssimos, mas eu costumava usar muito o recurso de controle de exposição (EV), que ajudava bastante na manipulação da iluminação em diferentes situações:

Sony Cybershot DSC-F828, com zoom manual, controles manuais fora da câmera (sem precisar entrar em menu), monitor retrátil e opção para flash externo. Foi um baita de um salto, que me abriu uma gama enorme de recursos e a certeza de fotos melhores:

Canon EOS 50D, que em relação à anterior tem uma agilidade muito maior no foco, ISO, disparos mais rápidos, troca de objetivas e dezenas de outros recursos profissionais:

A necessidade de mudar de equipamento também vem do desafio de superar os seus limites fotográficos e de experimentar novos recursos.
Pode chegar uma hora que você tem tanta tecnologia, recurso, facilidade e tanto photoshop que você vai querer voltar um pouco às raizes, fotografar com câmera de filme, usar filmes vencidos para dar uns efeitos sem photoshop e se divertir tirando fotos com uma Lomo, mas aí é outra história…

Para finalizar, acho importante prestar atenção em algumas coisas antes de investir em uma câmera:

- Existe controles manuais? Eles são de rápido acesso?
- A câmera é facil de usar?
- Você consegue ativar e desativar recursos importantes em poucos segundos?
- Tem tela retrátil? Isso é importante para você?
- Ela funciona à pilhas ou baterias recarregáveis? Quanto dura?
- É fácil de achar bateria sobressalente para comprar?
- Quer carregar a câmera na mochila ou não se importa de ter uma mochila só para levar a câmera?

E para que você tenha o melhor custo-benefício, recomendo muito uma pesquisa profunda e comparação de câmeras.
Existem sites específicos para você fazer essa pesquisa. Aqui vai alguns que conheço:

Dpreview
Digital Camera
Steve´s Digicams

E depois da compra vale uma lida no livro 101 dicas essenciais de fotografia. Muito bom para quem está começando!

Bons cliques!

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Como enlouquecer um fotógrafo

Imagem ilustrativa de um fotógrafo que pirou

1- Convide
Convide-o para o seu aniversário e diga para ele “aproveitar” e levar a câmera para fazer umas fotinhos da galera. Amigo que fotografa bem, sem a câmera é meio amigo, então aproveite a amizade. Só assim você poderá ter fotos incríveis sem precisar contratar ninguém. Caso ele não possa ir em seu aniversário peça a câmera emprestada, afinal ele é seu amigo ou não é?

2- Reprove
Depois dele tirar uma foto sua numa festa, peça para ver a foto dele e reprove umas 15 vezes dizendo: “Ah, eu estou feia, tira outra?”, “Ah não gosto desse ângulo, tira outra?”, “Ah, fiquei gorda, tira outra?”, “Ah meu, saí com uma espinha!!, tira outra?”… reprovando as fotos ele pode ficar ali a noite toda fazendo um book só seu!
Outra dica é dirigí-lo e ensiná-lo. Diga para ele “não é assim, é assado” e mande-o fazer o ângulo que você quer, afinal não tem nada demais limitar a criatividade dele.

3- Elogie
Depois de ver uma foto sensacional que só um bom fotógrafo pode fazer, diga a ele que A CÂMERA é demais, que hoje em dia as câmeras tem uma super tecnologia e uma super lente. Nunca elogie o olhar dele. Sempre repita: “Essa câmera é foda”, afinal essas câmeras já fazem tudo!

4- Desconcentre-o
Quando ele estiver trabalhando e tentando clicar aquele momento, puxe papo com ele, ou então fique entrando bem na frente, a todo momento.

5- Peça um favor
Seu amigo acabou de trocar a câmera profissional e ele precisa treinar com a nova. Então chegou a hora de realizar as fotos do Book dos seus sonhos! Pronto, é hora de pedir aquele “favor” e fazer as fotos “di grátis” sem precisar contratar ninguém.

6- Peça as fotos!
Em uma festa que ele esteja fotografando, interrompa-o e peça pra ele te mandar as fotos em que você saiu. Caso ele seja gentil e lhe peça um papel com endereço de e-mail, diga que não tem como anotar, então peça para ele mesmo anotar o seu e-mail. Lembre também que você PRECISA atualizar o seu orkut e facebook.
Se ele demorar um dia para mandar, cobre uma, duas, três vezes até vencê-lo pelo cansaço.

7- Créditos
Caso ele tenha feito as fotos pra você ou lhe mandou gentilmente as fotos depois daquele evento, nem precisa se preocupar com os créditos. Dar créditos só por causa da troca de um favor? Fala sério!. E ainda, se ele mandar as fotos com o crédito na foto, apague. Fica feio o nome de uma pessoa numa foto que você vai colocar no orkut.

8- Copie
Use a foto dele (você pode copiar do Flickr!) para fazer aquele catálogo ou banner da sua empresa, afinal dificilmente ele vai descobrir que a sua loja, conhecida somente na região será vista por ele.

9- Desvalorize
Quando você pedir um orçamento de um Job e ele cobrar o preço que eles normalmente cobram, diga a ele que está caro, que seu sobrinho também tem “câmera digital” e poderia fazer até de graça. Diga ainda que hoje é muito mais fácil, é só clicar e baixar as fotos, que não tem custo algum. Afinal de contas não é como antigamente, em que o fotógrafo tinha que gastar para ampliar e revelar o filme. Hoje é tudo digital, não custa nada. Sem falar que este job pode servir de “portfólio” para ele!

10- Faça pose
Quando estiver naquele ambiente descontraído seja o único a fazer pose, sem ele pedir, olhe e fique sorrindo para a câmera. E para ajudar, saia em todas as fotos que puder. Se ele for fotografar uma só pessoa, entre na foto! se for só um casal de namorados, entre na foto! se for só a turma do ano passado da faculdade, não a sua, não faz mal, entre na foto!!!. O importante é sair em todas!

11- Critique
É engraçado, tem fotógrafo que gosta de fotografar mesmo nas horas de diversão. Neste caso, quando ver um amigo fotografando num churrasco ou numa festa por vontade própria, diga pra ele largar a câmera, que ele parece japonês!
Quando ele estiver pirando naquelas posições contorcionistas só para pegar um detalhe besta daquela gota de orvalho numa folha, fala pra ele: “Para de ficar se matando aí, vem tirar uma foto da gente”!
Aliás, esta é uma boa hora para aproveitar que ele está no lazer e pedir pra ele tirar fotos daquele seu vaso de plantas, do seu cachorro, do seu carro, do seu filho… Pô, já que tá com a câmera não custa aproveitar e tirar umas fotos pra você, né? (não esquece de pedir para ele te mandar no dia seguinte)

12- Pegue na câmera
Assim que ele tirar uma foto sua, puxe a câmera para ver como ficou a foto, como aqueles entrevistados que costumam pegar no microfone do repórter, manja?
Ou então se o fotógrafo te pedir para você tirar uma foto com a câmera dele, você pode fazer duas coisas que vai deixá-lo loco: Use aquela sua mão que está cheia de gordura da coxa do frango que você acabou de comer colocando o dedo preferencialmente na lente.
Outra dica é nunca usar a alça que evita a queda acidental do equipamento. Caso ele peça para você colocar a alça, diga que não precisa, que você é cuidadoso (a).

Seguindo esses passos você só não irá levá-lo a beira de um ataque de nervos se ele for um Buda.

Permitida reprodução, desde que:
1. Citado o autor deste blog (Marco Moreira)
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