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Magel Studio na Minha Casa
Postado por Marco Moreira em design dia September 30th, 2011
Este título parece um tanto redundante, não?
De fato é. Depois do post sobre a reforma do meu escritório (conhecido também como “Home Office“), a jornalista Cecília Arbolave da revista Minha Casa da Editora Abril entrou em contato comigo para que essa história fizesse parte da matéria Trabalhar aqui é bom!. O título não podia ser melhor, por que é bom mesmo trabalhar em casa.
Dizem que trabalhar em casa traz melhor qualidade de vida. E é verdade. Apesar de passar por momentos de trabalho intenso, assim como em qualquer lugar, só o fato de não ter que perder tempo e stress com transporte por exemplo, já faz uma enorme diferença.
Disciplina e organização são as primeiras palavras para quem trabalha em casa. Só com elas você consegue se manter, não misturar casa com o trabalho (apesar disso muitas vezes ser inevitável) e por fim buscar a tão falada qualidade de vida.
O “trabalho solitário” é um dos contras. Muita gente não suportaria, mas é também uma questão de costume. Vale também sair, visitar clientes, tomar café com os amigos que trabalham em empresas e conversar com as pessoas para não endoidecer de ficar dias enclausurado.
Outra coisa é o seu perfil. Trabalhar sozinho exige que você faça o orçamento, a venda, o atendimento, o trabalho propriamente dito, a cobrança, o financeiro, e muitas outras coisas. Além disso a capacidade de se auto-gerenciar é obrigatória.
Aproveito para indicar dois livros bacanas para quem quiser “se aventurar” nessa vida de Home Office: Manual do Freela e Atendimento Nota 10
Ah! já ia me esquecendo das imagens da Minha Casa!
Fotos Marcos Lima (SP)
Reportagem Cecília Arbolave
E para que não viu o post com detalhes da reforma, segue o vídeo:
E você? trabalha em casa, já trabalhou ou tem vontade de partir para a carreira solo? Diga aí!
Ilustração para a revista Super
Postado por Marco Moreira em ilustração dia August 10th, 2011
Este job foi feito para a seção Super Radar da revista Superinteressante.
Precisava ser feito uma ilustra no estilo que eu havia feito para a revista Nova Escola. O assunto do Super Radar é educação a distância em que fala de um serviço que pretende combater o baixo número de professores de matemática no Reino Unido aproveitando a mão de obra qualificada da Índia, ex-colônia que é famosa pela excelência de seus profissionais de exatas.
Quem me pautou foi o designer Raphael Galassi que trabalha na Super.
Antes de ilustrar fui em busca de referências visuais, junto a um esboço que o Rapha me mandou para compor a ilustra:
Ilustra original:
Efeito de giz na lousa:
Ilustra na revista:
Ilustração Marco Moreira
Direção de arte Raphael Galassi
Texto Felipe Van Deursen
Passo a passo – Ilustração Nova Escola
Postado por Marco Moreira em ilustração, tipografia dia May 13th, 2011
Depois da ilustra de capa que fiz para a revista Nova Escola da Editora Abril no ano passado, me chamaram para ilustrar uma matéria de página dupla que fala sobre a precariedade de creches e pré-escolas do Brasil.
Como a base da imagem seria uma lousa, a ilustração precisava ter uma característica bem manual, onde o que deveria ser fotografado ou simulado seria a escrita a giz e como não tenho nenhuma lousa em casa e não tenho tanta destreza para escrever letras miúdas com a tablet, preferi usar a minha técnica preferida. O desenho com minhas canetas na folha de papel.
Primeiramente fiz alguns rafes no ilustrator. Isso mesmo, quando o job é uma ilustra à mão, eu costumo fazer os esboços da diagramacão no computador, pois é muito mais simples de alterar antes do cliente aprovar e partir para o desenho à mão.
Preparando a área de trabalho…

Work in progress…

Feito!

Pesquisa de imagens
Aplicaçao da ilustra na imagem


Final:
Já nas bancas!


Ilustração Marco Moreira
Direção de arte Manuela Novais
Reportagem Maíra Kubík Mano
Entrevista na revista ABIGRAF
Postado por Marco Moreira em tipografia dia December 18th, 2010
No meio deste ano dei uma entrevista sobre o curso de tipografia na OTSP para a revista ABIGRAF (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), que foi publicada em agosto.
Apenas um trecho da entrevista (que está destacada em outra cor) feita pela Clarissa Domingues saiu na revista, então publiquei ela na íntegra logo abaixo desta sequencia de fotos.

Por que você decidiu fazer o curso de tipografia?
Decidi fazer o curso de tipografia para ter mais contato com as raízes da tipografia, com os processos manuais e também para ter uma idéia das milhares de possibilidades de criação que temos conhecendo as ferramentas e técnicas da composição manual tipográfica.
Qual a sua opinião sobre o curso? O resultado que você alcançou era o esperado?
Gostei muito do curso. A equipe possui um conhecimento profundo do assunto, o que nos deixa a vontade para tirarmos nossas dúvidas e mergulhar mesmo no mundo da tipografia. Sem contar que o SENAI é uma instituição de exemplo, que além de oferecer uma ótima estrutura por um preço super acessível, nos convida a usar e os consultar sempre que pensarmos em algum projeto.
Acho que o resultado superou minhas espectativas. As limitações da composição manual e do número de tipos nos leva a usar muito o nosso lado criativo para desenvolver cartazes tão impactantes como os que desenvolvemos hoje nos softwares atuais.
Você aconselha outras pessoas a fazerem?
Claro! É um curso de passagem obrigatória pelo designer, mesmo os que trabalham só com web. A tipografia manual ajuda a organizar e aprimorar nossa visão estética.
Quando você conheceu a tipografia? E por que se interessou por ela?
Foi num curso de criação e design antes da faculdade que comecei a saber sobre a tipografia e sua importância. Também comecei a entender seus significados lendo o livro “Design para quem não é designer”, literatura muito conhecida dos designers e aspirantes. Hoje já tenho mais de 10 livros só sobre tipografia.
Me interessei pela tipografia por saber das inúmeras possibilidades que ela pode proporcionar na criação de um projeto de design.
O que você acha das artes gráficas? Há quanto tempo trabalha na área?
Sou suspeito para falar da área. Acho que é uma das melhores para se trabalhar, pois sempre estamos em contato com as artes em geral e que nos ensina também a ter visões diferentes sobre as coisas. Trabalhei em torno de 7 anos como designer em algumas empresas. Hoje atuo como Arquiteto de Informação e, apesar de eu não exercer a função de designer no trabalho continuo estudando e colocando o design em prática em meus projetos pessoais e no meu Blog.
Na sua opinião a tipografia possui atributos (seja de sensações físicas ou outras qualidades) que as demais técnicas de impressão não possuem? Caso sim, quais?
Acho que a tipografia tem um poder de comunicação muito grande principalmente quando aliada à uma forma que a ressalte, não a limitando apenas ao significado da palavra e sim no que está implícito em seus tamanhos, cores, pesos e aplicadas como imagem. Hoje com o a ajuda da computação gráfica essa comunicação pode se tornar ainda mais forte, utilizando a tipografia em vídeos, infográficos e etc.
Você realiza trabalhos com a tipografia? Caso sim, conte sobre deles.
Sim, as utilizo em sketches e trabalhos pessoais. Costumo ver tipografia em tudo e sempre invento um novo set para fazer.
Já fiz alfabetos utilizando fotos de pessoas, com um cachorro, com brinquedo e até com ruas de São Paulo capturadas pelo Google Maps. Também apliquei a tipografia em uma caixa de papelão que deu o que falar.
Como e quando surgiu a idéia de compartilhar experiências curriculares em um blog? Há interesse pela tipografia por parte de seus visitantes?
Como todo designer, no início o intuito era fazer um portfólio, mas ao mesmo tempo eu poderia ali me limitar a postar apenas trabalhos profissionais e no fundo não era bem isso o que eu queria. Queria que fosse algo muito fácil de atualizar, de qualquer lugar, por isso optei também pelo formato Blog.
Achava também que o simples fato de mostrar só o trabalho final no portfólio acabaria escondendo todo o processo que eu fiz até chegar no resultado. Sempre tive paixão por saber como as coisas funcionam, por isso acho que o resultado de um trabalho é a consequência de seu processo.
Além de tipografia também falo muito de fotografia, design e arquitetura de informação no Blog, por isso o interesse do público é bem diversificado.
A primeira capa a gente nunca esquece
Postado por Marco Moreira em design, ilustração, tipografia dia August 10th, 2010
Este mês fiz um job para a revista Nova Escola, da Editora Abril. Fiquei muito feliz pelo convite e pela oportunidade de ilustrar uma capa de revista de uma editora tão conceituada.
O desafio da vez foi desenhar um livro com palavras e frases que fazem parte do tema de capa: Ler na escola.
Comecei então a fazer alguns estudos e testes para que o resultado ficasse de acordo com o briefing que a diretora de arte da revista me passou.
E como se tratava de um desenho com tipografia, busquei uma imagem de um livro aberto na web e apliquei um efeito desfocado para simplificar a forma e começar a montar a estrutura das palavras por cima:

Então fiz alguns testes:

Até chegar no resultado final:

Que foi aplicado na capa:

Direção de Arte: Manuela Novais
Ilustração: Marco Moreira
Entrevista sobre wireframe na revista Webdesign
Postado por Marco Moreira em arquitetura de Informação dia July 12th, 2010
Este mês fui um dos convidados para fazer uma entrevista para a matéria de capa da edição da revista Webdesign que fala da produção de wireframes e a organização da estrutura de um site.
A revista está mudando de nome, dando lugar à revista Wide, que terá uma gama mais ampla de assuntos ligados a internet e começará a circular em setembro.
Antes da publicação, o Luis Rocha, ex-diretor de redação da revista me enviou as perguntas que serviram para a elaboração da matéria junto com outros dois profissionais, porém nem todas as respostas foram publicadas, e como achei interessante a discussão em cima do assunto, pedi a permissão da editora para que eu pudesse publicar as perguntas e respostas na íntegra. Aí estão elas:
1 – Em nossas últimas edições, profissionais do mercado brasileiro de internet apontaram a arquitetura de informação como uma área promissora para quem está decidido a se especializar na área. Diante da sua experiência no segmento, quais são os principais desafios para tornar esta prática comum na criação e no desenvolvimento de projetos digitais e interativos?
O desafio, como toda nova profissão está na cultura dos profissionais que ainda não sabem muito bem o que é e para que serve a AI, principalmente o próprio cliente. Não saber o valor que a área pode proporcionar ao negócio dificulta na hora pedir um prazo maior para uma pesquisa de usuários, card sorting ou um estudo de personas, por exemplo. O que acaba acontecendo na maior parte das vezes é partir direto para a prototipação, sem passar pelas etapas anteriores que também são muito importantes. Então o que pesa muito no dia-a-dia são os prazos. Apesar de sabermos em nossa formação que todas as etapas são importantes, muitas empresas e clientes ainda não sacaram o real valor das etapas que um projeto de AI precisa ter, então o desafio é usarmos nosso conhecimento para mostrar que todos os passos são muito importantes para um melhor resultado no retorno sobre o investimento do cliente.
2 – Dentre as principais atribuições envolvidas no trabalho com arquitetura de informação, o wireframe surge como o documento que vai apresentar a estrutura funcional e os elementos que vão compor uma interface. Na delimitação das áreas e na distribuição e atribuição de pesos dos elementos a serem incluídos em ambientes interativos e manipuláveis, quais são os subsídios fundamentais para se garantir a produção adequada de um wireframe?
Primeiramente saber quem é o público e qual o objetivo do projeto, sempre. Depois disso definir junto à área de tecnologia quais são as plataformas ideais que podem atender as necessidades deste público em questão e, por último e não menos importante, das informações que serão inseridas neste site/software, afinal nós arquitetos temos como principal matéria prima, a informação.
3 – Podemos dizer que a produção de wireframes é o pontapé inicial no processo de diagramação de interfaces digitais. Pensando nisso, de que maneira outras áreas (design e tecnologia) devem ser envolvidas neste processo? E como garantir um bom fluxo de trabalho para evitar ruídos/atritos entre arquiteto de informação e designer?
As duas áreas são muito importantes para a construção de um wireframe. A área de tecnologia deve ser envolvida para alinharmos as expectativas tecnológicas do projeto, suas limitações técnicas e até no sentido de nos ajudar a encontrar uma solução que pode ser mais simples do que estávamos imaginando.
Arquitetos de Informação nem sempre foram designers no passado. Uns vieram do Jornalismo, da publicidade, da biblioteconomia e etc., por isso é muito importante que o designer exponha a sua visão sobre a forma que isso pode ter e o nível de interações que ele imagina de acordo com o briefing, então para que não hajam esses ruídos, acho que o projeto precisa ser sempre alinhado com todos, desde o início.
4 – No artigo “Quanto mais simples o Wireframe, melhor” (http://tinyurl.com/79-capa-5), Frederick van Amstel analisa o envolvimento de clientes na etapa de produção do wireframe. Pela sua experiência, quais são as vantagens dessa estratégia?
Envolver o cliente na criação do wireframe pode ajudar na visão que ele tem sobre a estratégia de negócio, aprendemos muito com eles. Neste ponto eu concordo. Por outro lado não é ele quem vai navegar no site e sim o cliente dele (o usuário). Quem nos contrata pode acabar influenciando no nosso estudo com aqueles achismos que nós sempre tememos, por isso tem que haver um limite. Fazemos os wireframes porque temos embasamento de estudos, padrões de comportamento, navegação e de um briefing anterior.
O que pode ser ainda melhor então é envolver o cliente do cliente, que é o modelo mental e usuário final do produto. Este sim pode nos mostrar como é a interface ideal para ele.
5 – No artigo “Wireframe, documento cada vez mais importante” (http://tinyurl.com/79-capa-4), Leonardo Oliveira ressalta que “o arquiteto pode contribuir com a usabilidade de um site no momento em que está construindo os wireframes, ao evitar conteúdos redundantes e sobreposição de conteúdo, além de layouts complexos ou links escondidos”. Pensando nisso, como os conceitos de usabilidade devem ser aplicados na produção de wireframes?
A Arquitetura de Informação envolve o conhecimento de várias disciplinas. É importante saber um pouco de programação, de design e saber escrever bem. É difícil prever o comportamento do usuário por mais que o estudemos. Só iremos descobrir se a usabilidade é eficiente após alguns testes, porém, seu conceito deve andar junto com a criação de um wireframe, assim minimizamos a probabilidade de erros no final.
6 – Em discussão levantada no fórum Rede Design Digital (http://tinyurl.com/79-capa-1), arquitetos de informação analisam as transformações causadas no processo de trabalho desses profissionais pelas metodologias de desenvolvimento ágil. Em sua opinião, quais mudanças essas metodologias trouxeram para a produção de wireframes?
Como muitos disseram no fórum e como o próprio nome do método diz, o wireframe acaba tendo que ser feito por etapas, por isso algumas funcionalidades devem ser desenhadas no Sprint em que as Histórias serão escritas. Então certos detalhamentos e avanços devem ser deixados de lado, construindo as telas do wireframe aos poucos de acordo com as prioridades elencadas pelo P.O. Tive um pouco de dificuldades com o método no início, pois era difícil enxergar o projeto fragmentado e ter que fazê-lo em pequenas dosagens.
Na atual empresa costumo ler planejamento, escopo e ter uma visão macro. Construo o wireframe enxergando o projeto como um todo, envolvendo a área de TI, conteúdo e design e finalizando o protótipo antes do início da produção.
Também acho que metodologias ágeis não se aplicam a tudo, principalmente quando não há prazos. Neste caso o que acaba sendo aplicado é a boa e velha metodologia tipo WaterFall.
7 – No artigo “Design estrutural (wireframes)” (http://tinyurl.com/79-capa-2), é apresentada uma lista de softwares para produção de wireframes. Além do processo computadorizado, é possível também criar wireframes através de lápis e papel, com o uso até de régua especial (http://tinyurl.com/79-capa-3). Dentre as opções disponíveis pelo mercado, quais são os parâmetros que você utiliza na hora de analisar/escolher a ferramenta mais apropriada?
O primeiro parâmetro é o próprio prazo. Dentro do tempo normal costumo realizar meus protótipos em Axure, ele é prático e permite que alterações de estrutura sejam rapidamente feitas. Contudo a ferramenta é o de menos, o importante é a agilidade que o Arquiteto tem em trabalhar com ela e o entendimento do cliente na visualização desta documentação.
Quando precisamos de mais agilidade na entrega de um projeto, faço sketches de algumas telas e funcionalidades junto com o Diretor de Arte, assim ele já vai trabalhando na arte enquanto eu fotografo os esboços e envio com explicações para o cliente aprovar. De qualquer maneira gosto sempre de documentar via software, mesmo que o faça depois dos esboços já encaminhados para a arte.
8 – Falando especificamente sobre tecnologia, a produção dos wireframes poderá exercer algum tipo de influência na escolha adequada das plataformas tecnológicas a serem aplicadas nas etapas de desenvolvimento e programação funcional das interfaces?
Desde o início as áreas de TI, gerência de projeto e design devem ser envolvidas. Nas conversas iniciais conseguimos definir qual será tecnologia a ser utilizada, evitando que a etapa de arquitetura influencie nos demais processos.
9 – Existem três modelos para o desenvolvimento de um wireframe: de baixa fidelidade (protótipo com pouco detalhamento), de média e de alta fidelidade (com alto nível de detalhamento). Considerando as atuais necessidades e particularidades envolvidas com a produção de projetos web, é possível apontar um modelo ideal? Quais são as vantagens e as desvantagens na aplicação de cada um desses modelos?
Como já dito aqui, um dos parâmetros para se definir qual modelo a ser aplicado é o próprio prazo. Para prazos curtos, sketches e protótipos de baixa fidelidades ou para projetos que não exijam tantos detalhamentos, deixando também a equipe de arte mais livre para criar. E protótipos de alta fidelidade para projetos que necessitem de maiores detalhamentos, como portais, aplicativos, softwares, sites de bancos e comércio online.
Veja também:
Entrevista na revista Plug















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