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Isto é arte, não design

Fazendo uma pesquisa para o meu TCC da Pós, encontrei no livro Information Design Workbook uma frase legal que fala basicamente sobre se o que o designer está fazendo é ou não design.

A frase é de Jeff Harris, Matter

“If you ever find yourself designing something a certain way because you think it would be better that way, then you´re probably performing art and not design. Art is about self-expression. Design is selfless.”

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Pra quê simplificar?

Vejo muito no dia-dia projetos complexos, cheios de recursos e ferramentas, câmeras, anúncios, controles remotos, celulares e um monte de aparelho eletrônico cheio de botão, pra que?

No livro As leis da simplicidade, John Maeda fala que de maneira geral a maioria das pessoas valorizam o que tem mais watts, mais espaço, mais botões. Quanto mais coisas, mais o consumidor vai achar que o preço daquilo realmente vale, sendo que 60% dos recursos não são utilizados e objetos extremamente simples, que não deixam de cumprir o seu papel acabam sendo desvalorizados devido aos “poucos recursos” ou por sua interface simples.

Mas isso está mudando, clientes estão começando a valorizar projetos limpos, objetivos e que fazem o que precisa ser feito: Ter uma bela e clara comunicação e uma boa funcionalidade!

É difícil vender um espaço em branco, mas o iPod venceu não pelo excesso, mas pela falta dele,  pela simplicidade e pela usabilidade que nenhum outro aparelho ousou ter. A simplicidade que se vê por fora não mostra o quão complexo foi o projeto e a tecnologia que deu origem ao sucesso que ele faz hoje.

É fácil fazer um site ou um produto complexo, mas é difícil, muito difícil criar algo simples.

Bom, postei aqui três vídeos divertidos que satirizam este dilema que todos os designers enfrentam no dia-dia: a complexidade.

Placa STOP

Make my logo BIGGER cream

E se o iPod fosse da Microsoft?

Daí que vem a frase: “Pra quê simplificar se a gente pode complicar”, né? ;)

Receba a sua dose diária de irritação lendo:
Como enlouquecer um designer
Como enlouquecer um fotografo

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Sketchbook: O começo

Sketchbooks que guardo desde 2002Depois de tanto tempo sem postar, relaciono então o primeiro post de 2010 como o primeiro esboço, como a idéia inicial, como o começar do zero.

E nada mais adequado do que falar em sketchbooks, ou cadernos que designers, ilustradores, arquitetos, etc usamos para não deixar escapar aquela idéia que acabou de surgir, começar a esboçar um novo projeto ou simplesmente treinar o traço. O sketchbook é um objeto muito pessoal, e com o tempo acaba mostrando a característica e a linguagem de cada um.

Não entendo como muitos designers ainda não usam sketches em seu processo criativo. Eu particularmente, uso em todo início de job, projetos pessoais que podem se concretizar no futuro (ou não) e levo até em reuniões para que tudo que venha a mente na hora possa ser registrado com pequenos rabiscos ou em mapas mentais (Mind Maps) com palavras-chaves que possam me ajudar na criação do projeto.

Este processo criativo sempre fez parte dos meus projetos. Só não uso caso já tenha uma idéia muito clara do que eu preciso fazer. Guardo todos eles, o que me serve para eventuais consultas ou para resgatar aquela idéia que só agora tive tempo de realizá-la.

Esboçar ou “rafear” é muito importante para a criação, ajuda a destravar quando se tem aquele branco e faz a gente perder menos tempo na hora de photoshopar um layout.

Recentemente li uma matéria na revista Computer Arts que fala deste “Baú de Idéias” e me identifiquei muito com um comentário que o artista britânico Jon Burgerman fez a respeito de seus antigos registros:

“Os cadernos me dizem que eu era muito bobo há alguns anos ou que eu era muito bom na época e agora é que eu sou bobo”

Dos rafes que já fiz, mostro abaixo alguns que foram essenciais na criação de alguns trabalhos.

Os dois rascunhos a seguir foram feitos na época do redesenho anterior do site da Capricho e da República Capricho, que eram ambientes de uma casa onde o público do site podia interagir e acessar as informações de uma maneira mais lúdica.

Sketch Republica Capricho

Sketch Republica Capricho

Esboços de infográficos online feitos para a Mundo Estranho. Infográficos Estátuas e Esgrima:

Scketch Infográfico estátuas

Sketch Infográfico Esgrima

E scketches do Infográfico Cidade Política e Game CSI, ambos para a Superinteressante.

Sketch Infográfico Cidade Política

Sketch Game CSI

Resolvi incluir o vídeo do Clipe do Skank que tem tudo a ver com este post:

Então pegue aquele seu caderno que está encostado na sua casa e comece a usá-lo! Pode ser tradicional scketchbook, um moleskine, um caderno com folhas pautadas, brancas ou coloridas. Existe uma infinidade de formatos, mas o que importa mesmo é exercitar e quebrar aquele seu bloqueio criativo.

Veja mais sketches aqui.

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TOP 10 Magelstudio 2009

Para fechar 2009 este post é um resumo do rolou de melhor no blog este ano.

Gostaria de agradecer as visitas, comentários, elogios, críticas, links e quem acompanha via RSS!
Todos esses fatores são motivadores para que eu continue postando com energia e instigando a criatividade de quem é apaixonado por artes, design, fotografia, tipografia e coisas prazerosas de fazer. Valeu muito!!

Então chega de blá, bla, blá e vamos ao Top 10 do ano já imaginando a contagem regressiva para a chegada de 2010:

10 - CSI Ciência contra o crime

CSI Ciência contra o crime


9 - Calendário Personalizado

Calendário Personalizado


8 - Do cafezal ao cafézinho

Do cafezal ao cafézinho


7 - Bodytypography

Bodytypography


6 - Caligrafia e customização de tênis

Caligrafia e customização de tênis


5 - Constructype

Constructype


4 - Arte em Havaianas

Arte em Havaianas


3 - Dalmatypography

Dalmatypography


2 - Sketch box

Sketch box


1 - Como enlouquecer um fotógrafo

Como enlouquecer um fotógrafo


Para todos um 2010 cheio de cultura, arte, muita foto e muitas oportunidades.
Ano que vem tem mais!!

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Cartões de visita – Moo Cards

Oba! meus cartões de visita da Moo associada ao Flickr acabaram de chegar!

Fiquei impressionado com a qualidade de acabamento. A embalegem veio legal e chegou em 30 dias.

Por poder fazer um cartão diferente do outro e com um bom acabamento vale o preço. São 50 cartões impressos no verso com fotos do Flickr por U$22.


Sem falar que o papel em que são feitos os cartões são extraídos de florestas sustentáveis e a embalagem é de papel reciclado. =)

Eu recomendo!

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Encenamídia – TCC > Logo

Depois do post que falei sobre minha monografia e o projeto de criação, hoje falo do logotipo que representou nosso trabalho do TCC (2005).

Conceito:
O nome do livro que deu origem ao nosso trabalho foi Vestido de Noiva do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, por isso decidimos desenhar um símbolo transmitisse o caimento de um vestido. O traço do logo e da tipografia segue as características da identidade que criamos para todas as peças do trabalho.

E um bom estudo de logo não deve pular a etapa dos rafes né? Então aí estão eles:

Rafes preliminares do logo

Rafes preliminares do logo

Depois de soltar a mão (no bom sentido) e chegar a uma idéia, fiz a arte final em algumas opções para que o grupo escolhesse:

Arte Final - Opções

Opções finalizadas do logo

Abaixo, o logo escolhido para a aplicação em todo o trabalho:

Logotipo finalizado

Logotipo finalizado

Hoje eu mudaria algumas coisas no logo, claro.

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Projeto de criação

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Encenamídia – TCC > Projeto de Criação

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O Projeto de Criação é a etapa que define todo o escopo das peças finais que, apesar de não estarem 100% definidas já dão uma boa idéia do que será realizado.
Segundo nossos orientadores se esta etapa for bem feita, qualquer outro grupo poderia pegar o projeto e fazê-lo sem mesmo nunca ter ouvido falar no assunto abordado. Nele está contido o nome do trabalho, justificativa e conceito do projeto, iconografia, storyboard, navegação, projeto de som, identidade visual, interface, tipografia, arquitetura de informação, público alvo e bibliografia.

Para esta peça decidimos utilizar o formato tabloide, com uma estética envelhecida e fontes semelhantes às utilizadas na década de 40 e, como imprimimos isso “na mão”, tivemos que fazer uma encadernação que facilitasse na ora da montagem das peças, por isso o que você verá abaixo talvez fique um pouco confuso de entender.

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Como mencionei no post anterior, este projeto foi feito a 4 anos atrás e hoje, de bater o olho já consigo ver onde foi que eu pequei. Mas também acho que é um sinal de que aprimoramos de lá para cá.
O dia que eu não auto-criticar um trabalho feito a alguns anos atrás começarei a ficar preocupado.

Bom, para quem estava fazendo Web e não tinha experiência alguma com impresso até que não ficou tão ruim, né? ;)

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Logo

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Encenamídia – TCC > Monografia

A 4 anos atrás, na faculdade, eu e meu grupo de TCC iniciamos um trabalho que originará esta série que começarei a postar aqui.

O nosso trabalho foi feito com base na obra de teatro Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues que se desdobra em 3 planos: alucinação, memória e realidade que a Junia, integrante do grupo ilustrou para um melhor entendimento:

graf_02_1

Em cima disso iniciamos as pesquisas para dar forma à monografia. Entre o que pesquisamos, lemos o livro de N.R. Vestido de Noiva, ler e assistir a ópera La Traviata e até assistir E o vento levou. Confesso que haviam momentos em que eu pensava o por que escolhemos este tema, pois ler uma ópera, tentar entender os planos malucos que Nelson Rodrigues criou na peça, o filme e outras coisas misturadas com stress do trabalho não foi nada fácil.

O tema do trabalho foi A intertextualidade no teatro de Nelson Rodrigues.
Não vou detalhar a parte teórica, mesmo porque não lembro de muita coisa, mas de maneira geral a idéia foi transpor o conceito do texto e seus planos em hipertexto/hipermídia, onde o objetivo final era produzir uma peça online.

A parte divertida começou quando fechamos o trabalho teórico. Diagramamos a monografia e partimos para a criação da capa, pois como se tratava de um bacharel em design, não iríamos querer fazer só uma capa padrão de monografia, claro. ;)

Segue abaixo o resultado visual do início do projeto.

teorico4
teorico1
teorico2
teorico3

Integrantes do grupo: Eu, Carlão, Elinor, Junia, Palloma, Priscila e Rapha

A peça online você pode ver aqui, mas postarei as outras partes onde falarei de roteiro, mapa de navegação, som, linguagem visual, processo de criação, peça gráfica e online que o(a) ajudará a entender todo o contexto.

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