Posts Tagged design gráfico
Convite de casamento: passo a passo
Postado por Marco Moreira em design, ilustração dia August 23rd, 2012
Recebi uma encomenda para fazer um convite de casamento baseado em uma linguagem que já havia aplicado em alguns trabalhos. A ideia era fazer convites exclusivos para os padrinhos, utilizando uma linguagem bem manual para dar uma característica mais pessoal.
Então segue o passo a passo de mais um trabalho que foi bem legal ter feito =)
Criação dos avatares dos noivos
![]()
Design do cartão para aprovação
Antes de iniciar o trabalho do desenho na munheca, fiz um layout no computador apresentando a ideia do envelope e a disposição dos elementos na parte interna e externa do convite.

Desenho à mão com a ajuda de uma mesa de luz
Com base no layout aprovado, iniciei o trabalho desenhando o cartão à mão para depois escanear e enfim fazer a arte final e enviar para a gráfica.

Montagem do Mock-up
A montagem de um mock-up para fazer o teste de cortes e encaixe foi essencial para evitar surpresas no final do processo. Este mesmo processo foi feito na criação de um folder que postei aqui no Magel a alguns meses atrás.
Produção do envelope
A quantidade de convites era pequena, então sugeri que fossem feitas algumas “janelas” destacando palavras da capa do convite. Por este motivo eles tiveram que ser manualmente confeccionados, um a um.

Gráfica e finalização
Depois da impressão ainda escrevi o nome dos convidados em cada envelope.

Resultado final =)

E a entrega, de bike.
A satisfação vem agora, no sorriso do cliente!

O convite acompanhou um mini bolo feito pela Bololândia e inspirado nos avatares dos noivos criados para o convite.

Se curtiu este trabalho vai gostar também do cartão de aniversário personalizado
Passo a passo: Criação de um folder
Postado por Marco Moreira em arquitetura de Informação, design dia May 23rd, 2012
Hoje vou levantar uma questão que tem a ver com produção, processo e meios que podem otimizar a vida do designer (e do cliente), minimizando refações e garantindo os prazos. Então descrevi nesse post um caso prático, mostrando o passo a passo deste trabalho.
Job: Criação de um folder frente e verso.
Briefing: Criar um folder tipo cabide. Este folder deve ser impresso em 4/4 (4 cores, frente e verso), com verniz em reserva em algumas áreas com faca especial (no cabide) para ser pendurado em retrovisores internos dos automóveis.
O folder também deve ter picote para que uma área seja destacada e mais, nele deverá ter 2 espaços para ser preenchido à mão assim que forem definidos os tipos de produtos pós compra e outra área que receberá um código por folder, por isso ela deve ficar em branco.
Outra necessidade é exibir dentro do folder duas marcas distintas apresentando sua linha de produtos, dando a possibilidade do instalador escrever quais produtos foram instalados.
Aí pronto, é só desenhar tudo isso de uma forma clara e fácil de entender.
Desafiador, não?
Pois é, diante desta quantidade de informações a serem consideradas, usei o meu conhecimento de Arquiteto de Informação, implantando o wireframe (uma das formas que servem para documentar um projeto na fase da Arquitetura de Informação) antes da criação visual, dando prioridade para a aprovação da informação em primeiro lugar.
Primeiramente levantei as informações, elencando junto ao cliente as chamadas e as prioridades dada a cada elemento no folder e a partir disso, iniciei uns sketches.



Feito o levantamento das informações, iniciei o estudo do trabalho ordenando os textos e gráficos em uma primeira versão, ou, como disse, o “wireframe” da peça.
Qualquer cliente que esperasse receber um layout e recebesse um folder sem cor, com certeza iria estranhar. Por isso propuz este processo com a finalidade de acertarmos o projeto de ponta a ponta, minimizando a margem de erro, tanto minha, do cliente quanto o da gráfica.
No final o cliente ficou feliz com o processo e com o resultado (e eu também!)
Wireframe inicial


Mocku-up ou Boneco


Apresentação do layout feito em Illustrator e finalizado no Photoshop



Mockup do layout final (feito após a aprovação do passo anterior)


Prova de cor e área do verniz em reserva


Estudo de formato do cabide
O formato escolhido foi o terceiro da esquerda para a direita por seguir mais a linguagem aplicada no visual do folder e por alguns carros terem a aste que segura o retrovisor mais espessa.
Folder impresso

Legenda:
1) Campo para ser preenchido após a escolha dos tipos de insulfilm.
2) Área que será destacada para fixar no volante do carro, informando ao dono a data correta para a abertura dos vidros e uso do desembassador térmico traseiro.
3) Picote da área a ser destacada.
4) Número de série do certificado para o controle da garantia.
Folder no carro


Ao se envolver na criação de uma peça gráfica, o designer deve se atentar a outras coisas tão importantes quanto à parte visual, como a ergonomia (onde e como isso será utilizado?), ao tamanho e prioridade da informação (quem vai ler? qual a distância?), a produção, etapas de aprovação e as próprias peculiaridades da área impressa – e são muitas! (bonecos, provas, verniz, corte, fechamento de arquivo e por aí vai).
A criação de um folder pode ser mais complexa do que imaginamos, por isso é bom se atentar às necessidades do cliente, responsabilidades do designer e todos os detalhes na hora de orçar.
Meu amigo, designer e ilustrador Gustavo Bacan trabalhou na criação dos ícones e no fechamento de arquivo da peça. Valeu, Guga!
Cartões de visita – Moo Cards
Postado por Marco Moreira em design dia October 16th, 2009
Oba! meus cartões de visita da Moo associada ao Flickr acabaram de chegar!
Fiquei impressionado com a qualidade de acabamento. A embalegem veio legal e chegou em 30 dias.
Por poder fazer um cartão diferente do outro e com um bom acabamento vale o preço. São 50 cartões impressos no verso com fotos do Flickr por U$22.




Sem falar que o papel em que são feitos os cartões são extraídos de florestas sustentáveis e a embalagem é de papel reciclado. =)
Eu recomendo!
UGLY = BEAUTIFUL
Postado por Marco Moreira em design, livros dia January 3rd, 2008
Achei interessante um texto que li no livro GRAPHIC DESIGN da TASCHEN Books – Série ICONS e resolvi compartilhar apenas para nós designers nunca nos esquecermos que inovação e experiência ao usuário é essencial.
Nem sempre a palavra experimentação significa “viajar na maionese”. Devemos entender como uma experiência em que o usuário possa vivenciar, nunca esquecendo da usabilidade, finalidade do projeto, público alvo e blá, blá, blá.
Faça algo diferente, provoque, chame atenção!
Lá vai…
“Ainda é possível um certo receio do desconhecido e uma falta de confiança que existe na direção artística atual que, por sua vez, leva muitas vezes os designers e ilustradores a produzir trabalho confortável e não provocador para a sobrevivência. Isso leva a que a massa seja inundada por uma quantidade infinita de informações visuais que são essencialmente parecidas e que, como resultado, não estimulam nem transmitem nada de novo. Os designers gráficos não são máquinas que possam produzir o mesmo produto cem mil vezes e os projetos com mais sucesso são sempre os que permitem a liberdade criativa e a experimentação”
Dávid Földvári


Magel aqui também: