06
outubro
2015

Desafios de um trabalho de lettering em giz

Postado por em ilustração

Taí um trabalho legal, desafiador e… muito difícil de fazer!

Hoje além de mostrarmos um trabalho bacana que fizemos recentemente, falaremos o que enfrentamos além da ilustração em si, que na verdade é um mero detalhe.

O trabalho de ilustração como todos sabem, além de talento e técnica, requer prática, muita prática. Seja em giz, pincel, spray ou caneta, cada linguagem tem sua peculiaridade. No entanto, só a prática faz aprendermos, nos adaptarmos e evoluirmos a cada trabalho. Antes de fazer este, tivemos o privilégio de riscar lá no refeitório da Agência WMcCann. Dá uma olhada aqui.

Bom, os trabalhos que mostro neste post em especial, foram feitos num ambiente onde cada montadora (e são muitas), tem de 2 a 3 dias para colocar em pé um estande no espaço onde ocorre o evento.

O clima de um ambiente de montagem

Pois é, a cronometragem da ilustração se inicia assim que o painel a ser desenhado está no lugar. Junto ao início do trabalho, estão os montadores de todas as empresas se comunicando (em alto e bom som), barulho de martelo, serras e furadeiras funcionando, escadas para todos os lados, aspiradores, pó, muito pó, pessoal da limpeza, eletricistas, marceneiros, vidraceiros, produtores falando em seus rádios, engenheiros, bombeiros…ou seja, todo tipo de profissional de montagem e eventos trabalhando num só lugar, tudo ao mesmo tempo. É o caos total!

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Como trabalhar neste ambiente?

Como disse no início do post, talento, técnica e prática não basta neste contexto. Este trabalho requer agilidade, preparação física, coragem (para subir em lugares altos, por exemplo), organização e foco, senão o trabalho não sai. Lembrando que, a sentença “trabalho não sai” não existe no vocabulário do produtor de eventos. Tudo PRECISA estar redondo até o final do segundo dia, ocorrendo ou não percalços no caminho. Essa é uma característica imperativa quando se trabalha neste tipo de ambiente.

Claro que o ideal é um trabalho feito com calma, onde podemos desenhar cada mínimo detalhe num ambiente sem barulho, sem riscos e sem pressão. Por isso, há quem goste e quem há não goste dessa “adrenalina” de trabalhar em um ambiente de montagem.

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O resultado do trabalho, sem glamour.

Apesar dos curtos prazos e diversos entraves no decorrer do processo, gostamos do resultado e aprendemos muito a lidar com o clima de eventos, desde o planejamento até o último risco de giz.

É, como vocês podem ver, este tipo de trabalho não tem nenhum glamour, pelo contrário, é 1% de inspiração e 99% de transpiração!  😉

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