O padrão é não ter padrão
Postado por Marco Moreira em design dia May 8th, 2013
São Paulo é a cidade da diversidade cultural, do clima maluco, da mistura de pessoas de diversos lugares do país e do mundo. Essa mistura já faz parte da identidade cultural da cidade, mas nem por isso deveria ser tão desorganizada em termos de padrões na comunicação visual.
Entra gestão, sai gestão e quando se há intenção de fazer uma coisa legal, uma nova direção entra e desfaz o que já vem sendo construído. Me parece também que não existe um planejamento visual para a comunicação na cidade como um todo e isso acaba prejudicando o dia a dia do cidadão.
É como se não houvesse padrão entre as seções de uma publicação impressa, entre as páginas de um site ou entre as estações do Metrô.
Não estou dizendo que tudo precisa ser igual, mas é como uma marca que tem o seu manual de identidade ou seu “guideline”. Tudo se constrói através de um guia de estilo onde a linguagem visual obedece a um padrão de conceito, formas, cores, tipografias…
Bom, acho que não estou falando nenhuma novidade, mas é que é assunto básico no que se refere à preocupação com o usuário na área em que atuo (Arquitetura de informação e Design). Ou seja, num site por exemplo, se não tivermos uma unidade visual entre as páginas, não temos uma boa experiência de uso, o usuário se perde e sai do site. A diferença da “experiência de uso” em uma cidade é que você não tem como sair dela em apenas um clique.
Andando por São Paulo e observando diferenças entre tudo o que deveria ter uma ligação tanto visual quanto funcional, constatei que o padrão da cidade é não ter padrão. Ruim para a cidade, para o residente e para o visitante.
Um dos grandes problemas do projeto da cidade é a falta de pesquisa com os próprios cidadãos pagantes dos impostos (se teve, não parece que existiu). Ou a prefeitura te consultou antes de fazer alguma mudança grande no seu bairro? Você fez parte de alguma pesquisa?
Em cada bairro se vê um tipo de sinalização, de passarela, de iluminação, de ciclovia, de transporte, de pontos de ônibus, etc.
Então me baseei apenas em um exemplo onde a falta de padrão acontece: nos pontos de ônibus de São Paulo. E como não tive tempo de fotografar os pontos por aí, printei imagens do Google Street View.




Logo quando eu estava fazendo esse levantamento, começaram a surgir os novos pontos de ônibus, aí pensei “Que legal! finalmente vão padronizar e melhorar a condição dos pontos!”, aí decidi incluir a crítica nesse mesmo post.

Olhando de perto, fico pensando na quantidade de vidro que cada ponto tem. E se isso quebrar? Não vai ficar perigoso, machucar alguém? O quão rápido será a manutenção disso?
Sem dizer que a publicidade foi a primeira a ser colocada, mas… onde é que fica a indicação de quais ônibus passam ali?
Ouvi dizer também que em dias de sol o ponto vira uma estufa e “cozinha” quem estiver ali.
Esse é só mais um de muitos casos onde o poder público gasta milhões sem o consentimento de quem REALMENTE usa o serviço.
Aproveitei também para pesquisar o que o criador e público tem dito sobre os novos pontos. Divirtam-se!
Focamos nossas soluções nos passageiros, oferecendo proteção, segurança, conforto, bem-estar e dignidade. Fizemos abrigos inteligentes, adicionando tecnologia e comunicação instantânea com os ônibus e com a cidade, elevando a experiência dos passageiros a um novo patamar (ver matéria)
A intenção é embelezar São Paulo com as estruturas, que vão ser bem iluminadas e foram desenhadas para dar orgulho ao cidadão. (ver matéria)
Anunciados pela prefeitura como mobiliários com design e tecnologia modernos, os novos pontos de ônibus paulistanos estrearam sem informação básica: quais linhas passam pelo local. (ver matéria)
A maioria achou-os bonitos, mas está preocupada com a conservação. “Não dou uma semana para quebrarem esse ponto”. (ver matéria)
Qualquer cobertura opaca é melhor que o melhor dos vidros, ainda mais com teto baixo. Fica a sensação de mormaço de praia. (ver matéria)
Os usuários também reclamam do tamanho da cobertura dos pontos de ônibus. “Não cabe. Pelo fluxo que tem São Paulo, eles são muito pequenos. (ver matéria)
Veja também o post Descomunicação visual onde registro e falo sobre a lei Cidade Limpa na época em que o Prefeito Gilberto Kassab a implementou e o post Comunicação Visual mostrando as lojas dois anos depois.
Ilustração com giz na WMcCann
Postado por Marco Moreira em ilustração, stop motion dia March 20th, 2013
Este job foi o primeiro que tive a oportunidade de trabalhar com giz a linguagem de ilustração que eu já vinha aplicando em alguns projetos pessoais feitos a caneta. Foi o primeiro também que tive a oportunidade de trabalhar com a Gelca, minha irmã, também designer (Sim, “Gel” de Magel!).
O trabalho foi feito em uma parede na lanchonete da WMcCann e a ideia da Ana Dantas da equipe de Criação da agência, foi ilustrá-la mesclando slogans de clientes com ingredientes que passam todos os dias pela lanchonete.
Segue abaixo as imagens e todo o processo de trabalho. Espero que gostem






Parede finalizada:
Detalhes:

Ma+Gel = Magel

E para fechar, um timelapse do inicio ao fim da ilustra:
Meus agradecimentos ao Guime e Ricardo pela oportunidade, à Gelca pela grande parceria e à Ju, minha namorada que ficou lá nos ajudando o tempo todo! Valeu muito!
Carnavalfabeto
Postado por Marco Moreira em projetos pessoais, tipografia dia February 5th, 2013
Nessa época do ano só se fala em carnaval, e é um momento oportuno para publicar mais um projeto tipográfico que fiz, o Carnavalfabeto! :)
A ideia foi utilizar recursos básicos e baratos, então trabalhei com dois dos principais produtos mais usados em festas de carnaval: confete e serpentina.

E então desenhei todo o alfabeto para ter ideia do visual e de como as dobras funcionariam.

Feitos os estudos, mão na massa!

E depois de fotografado e editado, ficou assim:





E um pouquinho de making-of…

Também produzi coisas no carnaval do ano passado. Veja as fotos e sketches que fiz na época!
Top 10 Magel Studio 2012
Postado por Marco Moreira em design dia December 31st, 2012
Esse ano foi o ano do “sem tempo”. Talvez o ano que menos postei por aqui, é verdade. Conciliar trabalho, vida pessoal, estudo, freelas, etc não é fácil. Mas apesar da falta de atualização constante, vi um aumento de acessos no decorrer dos meses. Por isso também queria agradecer a todos que tiveram a paciência de esperar cada post, das curtidas e dos compartilhamentos que ajudaram e ajudam este Blog a crescer. Valeu mesmo!
Iniciei o ano trabalhando na Gauge com experiência do usuário e testes de usabilidade para clientes como Natura, Porto Seguro e Wallmart. Depois tive oportunidade de integrar a equipe de UXD (User Experience Design) da Ogilvy & Mather e até então cuido de clientes como Coca-Cola, Dove, OsGemeos, Jac Motors, AdeS, Schweppes entre outros.
Dos principais freelas, fiz um trabalho de facilitação gráfica, fotografia de vitrines para a Tory Burch e um trabalho de Arquitetura de Informação com Responsive Design do novo site da Speedo.
E como todo fim de ano faço o Top 10, segue os posts de 2012 que mais fizeram barulho este ano:
Fotografando no Zoológico de São Paulo
Postado por Marco Moreira em fotografia dia December 28th, 2012
Fim de ano, alguns dias de folga e um passeio descompromissado com namorada e família pelo Zoológico de São Paulo. O passeio foi rápido, por isso não consegui fotografar alguns animais que pretendia, então na próxima vez eu fotografo e posto aqui a “Parte 2″.
Sabendo que a distância entre a área de observação e os animais era grande, levei uma tele-objetiva 70-250mm para ganhar proximidade com os animais. Ainda assim depois de baixar as fotos cropei algumas para conseguir extrair o melhor de cada uma.





















Veja também o post que fiz dos pássaros da Amazônia
NATYPE
Postado por Marco Moreira em projetos pessoais, tipografia dia December 14th, 2012
Esse ano voou e senti que estava em débito com meus projetos pessoais, principalmente com os alfabetos tão conhecidos por aqui. Aí tive a ideia de fazer um set com luzes de Natal, daí o nome Natype, alfabeto que acabo de concluir.







Making-of
















Magel aqui também: